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ESG no turismo na prática: o que experiências globais ensinam

By Sustentabilidade, Turismo

A InMix não está falando de ESG no turismo a partir só de teoria. Está falando a partir da vivência.

Nos últimos meses, estive envolvida em discussões globais e em campo, visitando territórios onde o turismo já opera com decisões mais estruturadas. Esse movimento passou por eventos estratégicos no Brasil e por experiências práticas em parques nos Estados Unidos, conectando diferentes realidades, modelos de gestão e níveis de maturidade.

O que essas experiências mostram não é tendência. É direção. E, principalmente, deixam claro como o ESG no turismo começa a ganhar forma quando saí do discurso e entra na operação.

Vem comigo neste artigo que eu te explico como tudo isso molda a aplicação do ESG no turismo!

O que a InMix trouxe do Global Roundtable da UN Tourism?

Em fevereiro de 2026, a InMix participou do Global Roundtable da UN Tourism, realizado no Mato Grosso do Sul. O encontro reuniu discussões sobre turismo de baixo carbono e resiliência climática, e trouxe pontos objetivos que começam a orientar decisões mais estruturadas no setor.

O primeiro deles é direto: antes de criar novas soluções, o turismo precisa reconhecer e escalar o que já funciona. Isso muda a lógica de inovação e evita que o setor comece sempre do zero.

Outro ponto central está na integração entre clima e biodiversidade. As decisões não podem mais acontecer de forma separada. Elas precisam entrar no planejamento de destinos, cidades e parques, conectadas a políticas públicas e à gestão territorial.

A governança também apareceu com força. Não como conceito, mas como prática. Colocar comunidades locais dentro da tomada de decisão e da geração de valor deixou de ser pauta e passou a ser condição.

Além disso, a redução de emissões foi tratada como eixo transversal. Energia, mobilidade, resíduos e alimentação passam a ser analisados dentro de uma mesma lógica, exigindo visão sistêmica da operação.

Por fim, ficou evidente que nenhuma dessas mudanças acontece de forma isolada. A articulação entre setor público, iniciativa privada, terceiro setor e instituições de ensino aparece como um dos fatores que viabilizam a escala.

O que a Declaração de Belém mostra sobre o ESG no turismo brasileiro?

Ainda em fevereiro de 2026, acompanhei a assinatura da Declaração de Belém, que reúne entidades como SINDEPAT, BLTA e FOHB.

O movimento marcou uma mudança de postura do setor e agora o ESG deixa de ser tratado como intenção e passa a ser estruturado como agenda.

A declaração estabelece um horizonte até 2030 e traz um ponto que muda o jogo: a necessidade de trabalhar com indicadores, acompanhamento e evidência. Não se trata mais de dizer o que está sendo feito, mas de demonstrar tudo isso.

Esse alinhamento ganha ainda mais peso no contexto da COP30, que colocou o Brasil no centro das discussões globais sobre clima. O turismo, naturalmente, entrou nessa agenda e passou a ser cobrado por consistência.

O que a InMix observou na prática em parques dos Estados Unidos?

Quando saí do ambiente de discussão e fui para o campo, o ESG no turismo apareceu de forma mais concreta.

No Zion National Park, encontrei uma gestão orientada para conservação com decisões visíveis na operação. As construções respeitam a arquitetura local, o uso de energia é otimizado e o território é organizado para reduzir impacto. Ao mesmo tempo, a experiência do visitante se mantém forte. Trilhas como a Watchman Trail, com cerca de sete quilômetros atravessando os canyons, mostram como acesso e preservação podem coexistir.

Outro ponto que chamou atenção foi o comportamento do público. Comentários sobre a ausência de neve em períodos tradicionais mostram como a questão climática já faz parte da percepção de quem visita.

No Antelope Canyon, observei um modelo de governança que envolve diretamente a Navajo Nation. A gestão do território inclui restrições claras, como a proibição de gravações, reforçando que a preservação não envolve apenas o ambiente, mas também cultura e autonomia.

Já no Grand Canyon, a convivência entre gestão pública e território indígena, pertencente à Hualapai Nation, evidencia diferentes formas de organização atuando no mesmo espaço. Ao mesmo tempo, o volume de visitação levanta uma discussão importante sobre impacto e a necessidade de integrar logística com sustentabilidade.

Essas experiências não funcionam como referência para copiar. Funcionam como base para entender como decisões estruturadas aparecem no dia a dia da operação.

Como a InMix transforma essas experiências em método?

O valor dessas vivências não está na observação. Está na aplicação.

A InMix trabalha para transformar essas referências em decisões estruturadas dentro dos projetos que desenvolve no Brasil. Isso envolve adaptar aprendizados à realidade de cada operação, considerando contexto, escala e maturidade do negócio.

Na prática, isso significa organizar dados, definir indicadores e estruturar processos que permitam acompanhar evolução. Ao mesmo tempo, inclui aspectos que muitas vezes ficam de fora, como governança territorial, relação com comunidades e impacto cultural.

Esse tipo de abordagem amplia a capacidade de resposta dos negócios em um cenário que exige mais do que intenção.

Por que o ESG no turismo exige decisão agora?

O setor já entrou em movimento. O que muda agora é o nível de exigência.

Investidores, parceiros e o próprio mercado passaram a considerar critérios ESG na tomada de decisão. Isso coloca pressão sobre os negócios, que precisam sair da ação isolada e construir consistência.

Quem consegue estruturar esse processo ganha clareza para decidir, reduz risco e fortalece posicionamento. Quem não estrutura, tende a ficar limitado, não por falta de esforço, mas por falta de organização.

ESG no turismo na prática

As experiências que a InMix acumulou nos últimos meses mostram um ponto claro: o ESG no turismo já está sendo aplicado. A diferença está em como cada negócio transforma isso em decisão.

Se a sua operação ainda trata o tema de forma pontual, o próximo passo é organizar. Estruturar dados, definir indicadores e integrar ESG à gestão.

E se você quer entender como fazer isso dentro da realidade do seu negócio, vale aprofundar esse tema.

Siga acompanhando os próximos conteúdos da InMix e entre em contato para entender como aplicar ESG no turismo com método, consistência e visão de longo prazo!

Sustentabilidade na Hospitalidade

By Inmix

Matéria super bacana da EHL com exemplos práticos e inspiradores! Aqui vai um resumo, mas vale muito a pena a leitura completa.

_ Integrar a sustentabilidade no coração das operações hoteleiras não é apenas bom para o planeta—é uma estratégia inteligente de negócios e traz inúmeros benefícios como: redução de custos e aumento de eficiência, fidelização dos hóspedes, atracão de investimentos e uma reputação sólida são apenas alguns dos benefícios.
_ Sabia que 70% dos millennials preferem trabalhar e permanecer em empresas com políticas ambientais fortes? Sustentabilidade também atrai talentos!
_ Tecnologia e Sustentabilidade andam juntas. Ferramentas de apoio em automação energética quando os quartos estão desocupados por exemplo, solucões digitais de redução de papel e plásticos ajudam a cortar desperdícios e alcançar resultados.
_ Medir e Monitorar. É essencial: só com dados é possível identificar informacões, atuar contra ineficiências e melhorar continuamente. Estratégias, plano de ação e indicadores são fundamentais.
_ Exemplos inspiradores como o Meliá que alinhou suas emissões a uma rede Blockchain, o restaurante 1893 da EHL em Lausanne com seus ingredientes locais e parceria com startups como a KITRO para combater o desperdício de alimentos, e enfim outros exemplos de boas práticas que fazem a diferença.

SXSW, o “X” do South by Southwest

By Inmix

Partindo do Brasil, o atendente da AA me perguntou: “Qual é o significado do ‘X’ no South by Southwest?”. Hrs depois, entrando nos EUA, o ‘officer’: “Por que tantos brasileiros indo a um festival de música em Austin?” Com muitas perguntas e curiosidade, fui para meu primeiro SXSW. Se volto ano que vem, não sei, sei que foi uma experiência ‘mind and life changer!’

– O melhor: as pessoas. Todas! As dos palcos, os amigos, os locais, da organização, que conhecemos nas filas, nos grupos de whats… Cada encontro real ou virtual ao longo do caminho foi enriquecedor!
– O pior: para mim foi a falta de conexão de conteúdos e ativações com o dia-a-dia. Nas palestras soluções galácticas em um futuro encantado enquanto lá fora continuamos na vida real com app com bug no rsvp…
– Intensidade de infos! Lançamentos de reports e livros, apresentações de mentes brilhantes como Amy Webb ( entrou falando ‘I’ve been in your seats’), Dr. Ibrahim X. Kendi falando sobre narrativas para o impacto social, Dr. Esther Perel e a era da ‘Artificial Intimacy’ ( “Conhecemos muita gente mas não temos ninguém que possa alimentar nossos gatos na nossa ausência” ), engenheiros da Nasa… Designers que admiro como John Maeda e sua apresentação cheia de inteligências e layout quadrado estilo Microsoft. Guy Kawasaki em um papo maravilhoso com utuber de 40M, Mark Rober. Empresas como Future Brand e Disney com metodologias de branding atualizadíssimas e humanizadas. Creators geniais. Até conversei com Fred Gelli sobre design e natureza!
– Por whatsapp recebíamos fotos de pessoas com Bené Brown ( ah perdi!), Edu Lyra, Meghan Markle e Harry, Sandy Carter, Bon Jovi, Jane Fonda tão necessária falando sobre o planeta e Deepak Chopra ( perdi 2! ).
– Devia estar em Nárnia… ou marte. Capaz! Haviam astronautas por ali ou não mas tudo parecia um grande círculo de vibração intensa 24/7 com todos focados em evolução.
– Os duelos de piano no Pete’s Bar. Imperdível!! Os moletons de arco-íris. Amei!
– Fomo x Jomo: fui focada na abordagem de aproveitar sem muita ansiedade ( tinha programado ir andar de stand up no rio em Austin! Sério! ), mas o tempo é mesmo curto para tanto… enquanto estamos na nossa vidinha ali, chega uma amiga falando que conseguiu Nasa + Entertainment, outra que foi na de dança e promete que vai dançar todo o dia pelo resto da vida, e outra ainda perguntando se vou perder a de AI + espiritualidade. Perdi todas!

– Plastic People. Perdi o doc, mas encontrei uma matéria: https://lnkd.in/dcPXRbhT
– A despedida dessa jornada já me deixa com saudades. Que sorte a nossa!! Espero que cada um leve consigo essa energia para iluminar seu entorno!

– O conteúdo do evento está registrado em podcasts e YouTube: https://lnkd.in/df6cwXfS
– Ah! O ‘x’ é o ‘by’ do SOUTH ‘BY’ SOUTHWEST, nome inspirado em um filme de Alfred Hitchcock.
– Ah! E o Apple Vision? Incrível! Mas isso é um outro texto…

O papel das operadoras na promoção do turismo sustentável no IBESG Talks #22

By Inmix

💬 Eu e a querida Fernanda Grottera conversamos com a Marina Figueiredo, presidente executiva da BRAZTOA (Associação Brasileira de Operadoras de Turismo)

Obrigado Ju Mesquita pela ponte, é sempre bom contar com você =]

🏆 Falamos sobre diversos assuntos desde o prêmio de sustentabilidade da Braztoa e das excelentes práticas sustentáveis que aparecem e já tem representantes nas cinco regiões do Brasil até os desafios, o que empresas podem fazer, metas da Braztoa e dicas de destinos sustentáveis

💻 Link para o videocast – https://lnkd.in/dTgeMAYU

Esse foi o vigésimo segundo episódio do IBESG Talks, videocast do Instituto Brasileiro de ESG – IBESG. Se quiser ver os últimos você pode buscar aqui nas minhas atualizações ou entrar no link da playlist.

Disney e a Nova Era da Imaginação: IA, Tecnologia e Experiência

By Inmix

A Disney trabalha com a imaginação. Sempre partindo de uma história, seu foco é integrar o storytelling a diversas experiências em todos os canais: nos parques, teatros, cinemas, dentro das casas por meio da TV, dos jogos, das redes sociais, das lojas e, mais recentemente, em experiências imersivas a bordo de navios. Com presença no mundo inteiro, a Disney cria momentos e emoções inesquecíveis que ficam gravados na memória de todos que se conectam com a marca de alguma forma.
Os Imagineers da Disney são os artistas por trás dessa mágica, dedicando-se a criar experiências únicas por meio das histórias, mantendo vivo o espírito do storytelling.
Atualmente, a Disney está investindo fortemente em inteligência artificial, tecnologia e robôs, transformando essas ferramentas em personagens centrais. O objetivo é potencializar suas narrativas, expandindo-as para novas esferas, mídias e intensidades de experiência. Um exemplo desse movimento é a icônica franquia Star Wars.
Para saber mais sobre essa nova fase da Disney, do rato de Walt Disney aos robôs de Star Wars, confira esta apresentação no SXSW 2025.

Guia (gratuito) da Hospitalidade Sustentável para Hotéis

By Inmix

Visando uma construção coletiva e impulsionar o desenvolvimento sustentável no turismo brasileiro, elaboramos o Guia da Hospitalidade Sustentável — um passo a passo com orientações práticas para apoiar meios de hospedagens no planejamento da agenda ESG junto às suas estratégias de negócio.

A proposta é inspirar mais hotéis e pousadas a embarcarem nessa jornada. São empreendimentos chave na sustentabilidade dos destinos e seus entornos, desenvolvendo a cadeia do turismo no Brasil. Um setor que também é vetor de educação, regeneração do meio ambiente e desenvolvimento social.

Dividido em cinco seções, o guia apresenta, de forma didática e fundamentada em frameworks ESG, orientações práticas para o avanço da agenda sustentável. Aborda eixos estratégicos vinculados aos ODS, traz dados atuais e ao final, compartilha depoimentos de quem já participa dessa transformação. São apresentadas também estratégias para identificar e mensurar os principais impactos socioambientais, gerando resultados concretos como redução de custos, ganhos reputacionais e atração de novos clientes.

Agradeço meus parceiros incríveis desse projeto, Rafael Avila, da consultoria Sustentabilidade Agora e Vanessa Costa da Registro e Memória – Comunicação e Gestão da Informação. É muito bom trabalhar com vcs! E tbm aos empreendimentos brasileiros que toparam compartilhar depoimentos, vivências e exemplos de suas experiências: Anavilhanas Jungle Lodge, Ribalta Hotel, Bugan Recife By Atlântica Hotels, representado pela joselma albuquerque, e o Slaviero Hotéis, com Gisela Oliveira.

O guia é gratuito e pode ser acessado no link abaixo.
Boa leitura! E, feedbacks super vindos 🙂
https://lnkd.in/dSneEFaC

Tendências no Turismo

By Inmix

O MTur, em parceria com a Embratur, lançou a 6ª edição da revista Tendências do Turismo, que apresenta 5 macrotendências e 15 microtendências do setor. Entre os destaques estão o turismo sustentável e escolhas mais conscientes, experiências imersivas, astroturismo, turismo esportivo e musical, além do impacto da IA no setor.

Vai lá: https://lnkd.in/gYxHTcXf

Olimpíadas de Paris e seu legado sustentável, além de algumas polêmicas, porque sempre tem, não é mesmo?!

By Inmix

💬 Eu e a querida Fernanda Grottera conversamos com a Marina Figueiredo, presidente executiva da BRAZTOA (Associação Brasileira de Operadoras de Turismo)

Obrigado Ju Mesquita pela ponte, é sempre bom contar com você =]

🏆 Falamos sobre diversos assuntos desde o prêmio de sustentabilidade da Braztoa e das excelentes práticas sustentáveis que aparecem e já tem representantes nas cinco regiões do Brasil até os desafios, o que empresas podem fazer, metas da Braztoa e dicas de destinos sustentáveis

💻 Link para o videocast – https://lnkd.in/dTgeMAYU

Esse foi o vigésimo segundo episódio do IBESG Talks, videocast do Instituto Brasileiro de ESG – IBESG. Se quiser ver os últimos você pode buscar aqui nas minhas atualizações ou entrar no link da playlist.

 

Impacta Mais – Fórum de Economia de Impacto 2025

By Inmix

Insights de um dia no Impacta Mais – Fórum de Economia de Impacto 2025 em São Paulo
• Pensar de forma generativa e sistêmica é fundamental.
• A capacidade de formar comunidade é essencial — somar e alinhar capacidades e habilidades.
• Stakeholders: precisamos integrar diferentes perspectivas e olhar para o todo. E nesse ecossistema. Quem são os intraempreendedores, os catalisadores e os sponsors?
• Como engajar e trazer um espírito para o projeto? Parcerias com ONGs, líderes comunitários, entre outros, são fundamentais.
• Desafios coletivos precisam ser resolvidos com um olhar coletivo. Nosso objetivo é avançar na agenda social.
• Sem dinheiro, também não há saúde mental, justiça social, direitos e responsabilidades. “O resultado do impacto social é transformado em renda” — uma realidade comprovada por dados do Banco Mundial.
• Enquanto os dados das empresas forem analisados apenas sob a ótica financeira, a evolução acontecerá apenas nesse âmbito. Precisamos de dados além do financeiro. O impacto não deve se limitar ao faturamento ou ao portfólio, mas à vida das pessoas.
• “Hoje, entre as 10 maiores empresas do mundo, 7 são de dados — e são mais ricas que muitos países. São fundamentais, mas também geram polêmica. Como equilibrar verdade e fake news? Qual a relação entre a segurança dos dados pessoais e os valores financeiros? A interpretação dos dados é essencial para termos indicadores reais de impacto.” Patricia Ellen
• “I’ve worked directly with Steve Jobs for four years. He NEVER compromised with the status quo. Today, we don’t have personalities like him in the world.” Charly Kleissner
• A filantropia precisa aprender a fazer as perguntas difíceis para solucionar problemas, e não causar novos desafios a longo prazo.
• O sistema que usamos está ultrapassado. O problema central é a maximização do lucro apenas para o investidor. Esse sistema foi construído para enriquecer os ricos, não para gerar prosperidade para todos.
• E por que não mudamos esse sistema? “Porque falta conhecimento e consciência em nós, seres humanos, para enxergar o mundo como ele realmente é.”
• Para fechar com chave de ouro:
“It is not just about the responsibility, but about the privilege we have in life. The choices we make do matter.”

“A sustentabilidade te encanta ou te assusta?” Pavan Sukhdev

By Inmix

Durante a Virada Sustentável em São Paulo, tive a oportunidade de participar de dois eventos com Pavan Sukhdev, um economista brilhante e autor do livro Corporação 2020. Ele é uma das principais referências no estudo da Green Economy. Foi uma inspiração e um privilégio escutar suas ideias tão realistas e conscientes sobre o contexto em que vivemos. Abaixo, resumo alguns pontos que merecem reflexão.

Green Economy
Estamos em um novo momento na história do capitalismo. Para além de preços e valores, precisamos medir externalidades e assumir responsabilidades em questões como baixo carbono (low carbon), eficiência no uso de recursos e inclusão social.
Quem paga pelas externalidades hoje? Grande parte do que é fabricado atualmente é vendido abaixo do custo real. Por exemplo: qual é a porcentagem das vendas de açaí no mundo que beneficia, de fato, o contexto social em toda a cadeia de fornecimento no Brasil?

Inclusive Economy
Estamos em transição da economia neoclássica para a economia de impacto: “The rising of impact economy”. Há uma mudança cada vez maior no foco de atenção das empresas, do shareholder (acionistas) para os stakeholders (todos os envolvidos).

Desenvolvimento e Meio Ambiente
“Desenvolvimento e meio ambiente não são uma troca; o alinhamento é a única forma de sobrevivência.”
Uma solução está no desenvolvimento de infraestruturas ecológicas, alinhadas e inspiradas pelo funcionamento da natureza.Precisamos gerenciar nossa existência no planeta, considerando emissões, impactos e os limites planetários que estamos ultrapassando. O mundo é um sistema interconectado, com gatilhos que ultrapassam fronteiras.

Sobre o Turismo
O turismo é responsável por 8% do emprego mundial. Um dos 11 pilares da Green Economy. Apesar disso, o ecoturismo ainda é mínimo. A transformação precisa vir através do ecoturismo.

Medir e Gerir Impactos
Nem todas as empresas precisam medir tudo, em todos os lugares. É preciso definir estrategicamente quem deve fazer o quê: Impacto direto e indiretos. Quais empresas devem focar no que? Os impactos indiretos são muitas vezes invisíveis e em menor escala que juntos fomentam o impacto direto.
Exemplo: uma empresa deve ser responsável pelas emissões e impactos na natureza, mas não necessariamente por salvar espécies diretamente ou estar em atuação em campo mas sim, mitigar riscos e impactos nos serviços que prestam durante sua rotina de trabalho.

Frases Inspiradoras de Pavan Sukhdev:
“A sustentabilidade não é uma agenda ideológica, tampouco partidária.”
“Medir impactos leva à gestão dos impactos.”
“As externalidades de hoje são os riscos de amanhã.”